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Como lidar com a candidíase no verão?

A candidíase é uma infecção provocada por fungos do gênero Cândida e pode surgir em qualquer época do ano, mas no verão é comum pela temperatura quente e pela umidade: condições excelentes para proliferação de fungos. O uso prolongado de biquínis molhados, o contato com a areia do mar e com o cloro da piscina são situações que alteram o pH ou a flora vaginal, abrindo as portas para a infecção. Trata-se de uma condição oportunista, isto é, na qual a proliferação do fungo se beneficia de um momento frágil do organismo, quando a imunidade está baixa.

Em condições normais de temperatura e ambiente, o fungo vive em nosso organismo sem causar danos. Porém, ao encontrar um ambiente propício e um sistema imunológico deficiente, ele se reproduz e se multiplica, originando os sintomas da candidíase.

Sintomas

Nas mulheres, os sintomas se manifestam como coceira; ardência; inchaço e vermelhidão na vulva e, principalmente, corrimento esbranquiçado semelhante a um leite talhado. Em casos mais graves de multiplicação fúngica descontrolada, a condição pode desencadear sintomas como fadiga, gases, diarreia, infecções repetitivas, irregularidade menstrual e alergias.

Tratamento

Primeiro é necessário determinar e combater as causas para evitar recidivas. Depois o tratamento é medicamentoso com a indicação de antimicóticos e antifúngicos de uso tópico e oral pelo tempo que o ginecologista determinar. Cada paciente tem uma particularidade e a escolha dos fármacos é individualizada.

Quando a candidíase não é tratada adequadamente, pode persistir em intervalos cada vez menores e levar a uma depressão do sistema imunológico.

Prevenção

Especialistas afirmam que pelo menos 75% das mulheres terão candidíase na vida e em 5% delas o quadro será recorrente (mais de quatro episódios por ano). Embora não seja considerada DST, pode ser transmitida pelas relações sexuais e vale para ambos os gêneros.

As medidas de prevenção envolvem: boa ventilação dos órgãos genitais (dormir sem calcinha, usar calcinhas de algodão e preterir as de tecidos sintéticos); evitar o uso contínuo de absorventes internos; preferir papel higiênico branco e sem perfume; usar camisinha; visitar o/a ginecologista periodicamente; controlar o estresse para manter o sistema imunológico fortalecido. Prevenir também faz parte do tratamento.

Fonte: Medical Site

19 de Dezembro de 2019

Marina Peres Monteiro de Souza Barroso - Doctoralia.com.br