(21) 3129-1029      athenaginecologia@gmail.com    |   

Por que o leite materno empedra?

A importância e os problemas da amamentação

Amamentar é muito mais que garantir a nutrição e a saúde do bebê. É também uma forma muito eficaz da mãe criar um vínculo real com seu filho e se recuperar mais facilmente do parto, por exemplo. Por isso é tão recomendado pelo Ministério da Saúde que o aleitamento materno seja exclusivo até os seis meses de vida da criança e complementar até dois anos de idade ou mais.

Porém, amamentar nem sempre é simples. Muitas mulheres sofrem com mamilos doloridos ou rachados, falta de leite ou leite empedrado e até ductos lactíferos entupidos. Se esses problemas não são tratados cedo, corre-se o risco de interromper a amamentação. Por isso prevenir ainda é o melhor remédio, mas também é possível tratar.

O empedramento do leite materno

Tecnicamente chamado de ingurgitamento mamário, o leite empedrado acontece por retenção e acúmulo de leite nos alvéolos da mama. Algumas mulheres podem produzir muito leite, fatalmente prejudicando o bebê durante as mamadas. Nestes casos, o médico deve ser consultado o quanto antes - não apenas para fazer um diagnóstico, como para indicar posições que ajudem a criança a lidar com grandes quantidades de leite ou para ensinar a mulher a retirá-lo com bombinhas.

Mais viscoso que o normal, o leite empedrado deixa os mamilos rígidos, duros e doloridos, provocando febre e mal-estar. Pode acontecer no início da amamentação, quando o bebê ainda está aprendendo a sugar o leite ou no fim, quando o pequeno já está comendo sólidos. As principais consequências do empedramento do leite são o aumento da vascularização na mama, a compressão dos ductos lactíferos e, finalmente, a interrupção na produção de leite. 

A prevenção do ingurgitamento mamário

Entre as principais medidas de prevenção estão: a retirada manual do leite caso as mamas estejam tensas antes da amamentação; as mamadas mais frequentes, sem horários pré-estabelecidos; as massagens nas mamas para ajudar na fluidez do leite acumulado; o uso de sutiãs com alças largas e firmes para dar suporte às mamas e aliviar a dor; as compressas frias entre uma mamada e outra, facilitando o esvaziamento da mama.

Embora essas situações sejam uma possibilidade real, o primeiro passo é não se desesperar. Esses problemas têm tratamento e a amamentação continua sendo fundamental para o desenvolvimento do bebê. O leite materno é o melhor alimento, pois fortalece o sistema imunológico e intensifica o vínculo entre mãe e filho.

Fonte: Medical Site

20 de Setembro de 2019

Marina Peres Monteiro de Souza Barroso - Doctoralia.com.br